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Ataques hackers crescem com home office: como proteger empresas?

A pandemia fez disparar o número de pessoas trabalhando no modelo home office, assim como também aumentou de forma expressiva, sobretudo no Brasil, os ataques hackers às empresas e seus funcionários.

Estas duas realidades estão relacionadas: o aumento dos ataques hackers com a implementação do trabalho remoto durante a pandemia deixou as empresas mais vulneráveis, o que fez com que organizações investissem mais em medidas de cibersegurança para proteger seus ambientes de TI.

Um relatório da empresa de cibersegurança ESET mostra que o Brasil foi o país da América Latina mais afetado por ataques hackers em 2020: 19% de todas as invasões aconteceram no país.

 

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O que é um hacker?

Originalmente, o termo “hacker” define uma pessoa que descobre algo especial em um sistema que antes não parecia possível, não necessariamente para causar danos a alguém. Porém, existem hackers mal intencionados que procuram brechas de segurança em sistemas para prejudicar organizações, os chamados ataques hackers.

O Brasil é um dos países que mais sofreu ataques em 2021. Só no primeiro trimestre, foram registradas quase 3,2 bilhões de tentativas de invasões, segundo um relatório da consultoria de cibersegurança Fortinet.

Há diferentes tipos de ataques hackers e, por isso, conhecê-los é fundamental para tomar medidas efetivas de proteção digital. Abaixo separamos alguns tipos de ciberataques para você entender os meios utilizados para invadir sistemas:

 

1. DDoS Attack

A sigla significa, em português, “Ataque de Negação de Serviço” e é considerada uma das maiores ameaças atuais, pois torna os recursos de um sistema indisponíveis para seus usuários. As máquinas mais usadas para estes tipos de ataques hackers são computadores e dispositivos de IoT.

O caso considerado mais extremo registrado foi em fevereiro de 2020. A Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem da Amazon, foi atingida por um ataque de 3 dias.

 

2. Port Scanning Attack

Ataques hackers desse tipo identificam e exploram vulnerabilidades em sistemas. Para entender como ele funciona, imagine que alguém testa a maçaneta de vários carros para ver quais estão trancados ou abertos.

O método é aplicado por cibercriminosos para invadir redes e roubar dados, ou ainda visualizar informações importantes, como quais usuários são proprietários de serviços, que aplicações necessitam de autenticação e quem tem acesso a elas.

 

3. Ransomware

Considerado um dos ataques hackers mais comuns, ransomware é uma tática de sequestro que restringe o acesso a um sistema com uma espécie de bloqueio e prevê cobrança de resgate, geralmente com criptomoedas, para a liberação do sistema.

Globalmente, ataques hackers de ransomware a organizações aumentaram 93% no primeiro semestre de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020, segundo relatório "Cyber Attack Trends: 2021 Mid-Year Report", da Check Point Research.

No Brasil, ataques do tipo ransomware custam, em média, R$ 2,8 milhões para as empresas, de acordo com a pesquisa “The IT Security Team: 2021 and Beyond”, promovida pela companhia de cibersegurança Sophos.

 

4. Phishing

Phishing é uma das técnicas de ataques hackers usadas para enganar usuários e obter informações confidenciais. Um relatório da Kaspersky mostra que brasileiros são os principais alvos de ataques de phishing no mundo: um em cada cinco pessoas sofreu pelo menos uma tentativa deste tipo de invasão em 2020.

O aumento do uso da internet, do acesso aos serviços remotos e mobile banking, a adoção em larga escala do trabalho home office e a busca por informações sobre a pandemia são algumas das razões para o aumento de ataques hackers de phishing no Brasil.

 

5. ZeroDay

Ataques hackers conhecidos como ZeroDay buscam falhas de segurança em programas ou aplicativos recém-lançados, explorando brechas antes que os desenvolvedores tenham a chance de corrigi-las. Assim, hackers criam e implementam um código para roubar informações.

 

6. Ataques de força bruta

Ataques de força bruta são tentativas de violação de contas por meio de diversas tentativas de combinação de senhas ou nomes de usuário, utilizando ferramentas para agilizar este tipo de invasão.

A adesão ao home office também fez disparar ataques hackers de força bruta no Brasil. Um levantamento da Kaspersky apontou um aumento de mais de 330% em ataques usando sistemas de acesso remoto no país.

 

Como proteger empresas de ataques hackers?

Muitos ataques hackers tiveram um aumento expressivo em suas ocorrências devido ao crescimento dos serviços online e do trabalho híbrido e home office. Por isso, é essencial que sua empresa prepare suas infraestruturas de TI para evitar ciberataques.

Manter equipamentos atualizados, ferramentas de backups e antivírus ativados, configurar serviços adequadamente, executar o monitoramento contínuo da rede e ter uma política de segurança de dados ajudam a tornar a empresa mais protegida de ataques hackers.

Treinar e capacitar os times de TI também são fundamentais para que toda a equipe esteja pronta para reagir de forma correta a eventuais invasões. O curso BITGLASS SASE do K•NOW! conta com estudos de caso que mostram como estabelecer o trabalho remoto seguro com proteção de dados e bloqueio de ameaças.

O K•NOW! é uma plataforma EAD com foco no mercado de TI brasileiro. Lá, você tem acesso a cursos gratuitos com uma linguagem simples e didática, ministrados por professores influenciadores. Ao final do curso, é emitido um certificado de conclusão.

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